Sonhei sonhos tão altos que às vezes quase achei que caíria ao olhar para trás.
Terei eu sonhos que não me pertencem?
Não quero os teus sonhos. - Disse-lhe.
Mas eles estão em mim, eles já cá habitam hà tanto tempo....Tanto que nem dei conta de se instalarem. Disse-lhes - Vão se embora, não vos quero. Vou construir por mim as minhas ambições, as minhas aspirações. Serei eu a fazer a minha história. Vão-se embora, disse-lhes....
Mas em vão.
Quanto de mim eu dei - e a quem? Onde estou eu? Onde? Já me procurei por entre os lençóis, por entre as roupas. Já me procurei nas ruas, nas canções, nos filmes, nas comidas. Já me procurei nas fotografias, nos luares. Já tanto me procurei que me cansei... Me cansei de não me achar.
Que nome se dá à falta de nós?
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
coisas que vão e ficam
"Nunca parto inteiramente,
Não me dou à despedida
As águas vão simplesmente
Presas à sua nascente
É do seu modo de vida
Fica sempre qualquer coisa
Qualquer coisa por fazer
Às vezes quase lamento
Mas são coisas que eu invento
Com medo de te perder
Deixei um livro marcado
E um vaso de alecrim
Abri o meu cortinado
Fiz a cama de lavado
Para te lembrares de mim
Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades:
Uma que vai na corrente,
A outra presa à nascente
Fica para ter saudades"
Manuel Paulo
Não me dou à despedida
As águas vão simplesmente
Presas à sua nascente
É do seu modo de vida
Fica sempre qualquer coisa
Qualquer coisa por fazer
Às vezes quase lamento
Mas são coisas que eu invento
Com medo de te perder
Deixei um livro marcado
E um vaso de alecrim
Abri o meu cortinado
Fiz a cama de lavado
Para te lembrares de mim
Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades:
Uma que vai na corrente,
A outra presa à nascente
Fica para ter saudades"
Manuel Paulo
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
pluto
"Podia ser, podia ser meu
Podia estar, podia estar no céu
Tinha de ser hoje deixar fugir
Para voltar, só para voltar a ser
Podia dar tudo o que eu julgo ter
Isso era ver tudo no seu lugar
Mas uma razão no caos só o amor sabe ver
Dá-me coragem mãe para não deixar de ser eu
Segue-me à luz, na escuridão não
Ser tão perfeito é ser só uma metade
E ninguém imagina o que te passa no fundo
É estranho quando dou por mim no mundo bizarro
E mais ainda quando lá o mais bizarro do mundo sou eu
Segue-me à luz, na escuridão não"
Podia estar, podia estar no céu
Tinha de ser hoje deixar fugir
Para voltar, só para voltar a ser
Podia dar tudo o que eu julgo ter
Isso era ver tudo no seu lugar
Mas uma razão no caos só o amor sabe ver
Dá-me coragem mãe para não deixar de ser eu
Segue-me à luz, na escuridão não
Ser tão perfeito é ser só uma metade
E ninguém imagina o que te passa no fundo
É estranho quando dou por mim no mundo bizarro
E mais ainda quando lá o mais bizarro do mundo sou eu
Segue-me à luz, na escuridão não"
Manuel Cruz .
Gosto!
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
*
"(...)
Tengo miedo del encuentro
Con el pasado que vuelve
A enfrentarse con mi vida...
Tengo miedo de las noches
Que pobladas de recuerdos
Encadenan mi soñar...
Pero el viajero que huye
Tarde o temprano detiene su andar...
Y aunque el olvido, que todo destruye,
Haya matado mi vieja ilusion,
Guardo escondida una esperanza humilde
Que es toda la fortuna de mi corazón.
Volver... con la frente marchita,
Las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida,
Que veinte años no es nada,
Que febril la mirada, errante en las sombras,
Te busca y te nombra.
Vivir... con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez..."
Volver - Carlos Gardel
A note to myself: "Rome wasn't built in a day"...
domingo, 22 de novembro de 2009

"São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado
A gente vive na mentira
Já nem dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado"
Rodrigo Leão & Klimt..
Daquele que finge que ama
Ao desengano levo a vida
A sorte a mim já não me chama
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado
A gente vive na mentira
Já nem dá conta do que sente
Antes sozinha toda a vida
Que ter um coração que mente
Vida tão só
Vida tão estranha
Meu coração tão mal tratado
Já nem chorar me traz consolo
Resta-me só o triste fado"
Rodrigo Leão & Klimt..
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